segunda-feira, 7 de março de 2011

ô Aurora.


Se você fosse sincera, ôôôô, Aurora (...)



- ô Lu...

-hm?

- Eu estou confusa, e não consigo organizar as idéias. Preciso do teu racional. (Aurora desviou o olhar pra não ver a minha cara satisfeita de surpresa).

-Aráaaaaaaaaaaa! Touché! Já era hora Aurora!!!!!!

- Nã, não se anima (ela gagueja quando fica nervosa). Esse é somente um dos raros momentos que não consigo pensar por mim mesma.

-Você não pensa por si mesma Aurora. Você sente. Quem pensa sou eu, e penso demais, aliás, por conta do que você me diz. Agora pede.. o que te deixa tão confusa?!

- Eu já não tenho certeza se vi e ouvi, o que acho que ouvi. ( e de novo ela fez cara de nada, diante da minha cara de há!)

-Ah, jura Aurora?! ( Sempre gostei de andar na companhia da ironia)

- Sim (¬¬).

- Isso, meu bem, já não faz diferença, faz?! Arrependimento agora, não leva à nada. Você sentiu, e gritou bem alto... me fez tremer. Eu não consegui chamar a razão à tempo, e agora está feito. Na próxima vez sussurra pra mim, e me dá tempo de pensar. Achar uma solução mais racional pra tudo isso, e não tenta resolver as coisas do seu jeito, na sua ansiedade e no seu impulso. Já que não dá pra conter o que nasce dentro de você Aurora, mede a intensidade da informação, porque é dela que depende a minha reação.

- Mas e agora?

- Vive o presente. Faz do erro um amadurecimento, e não investe a minha energia em arrepedimento. O passado merece somente lembrança e o futuro investimento.

Aurora me olhou com os olhos de amêndoa, e tirou os cabelos vermelhos da cara. Suspirou inconformada e decidiu ficar um pouco consigo mesma. E mesmo que demore pra aprender a me escutar, sei que um dia entra no coração dela o convencimento de que não vive sem mim, como eu não vivo sem ela.



(...) Veja só que bom que era, ôôôô, Aurora.

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